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Dia Mundial de Conscientização sobre a Covid Longa

A pandemia acabou… mas para muitos, os sintomas continuam

A Covid-19 pode ter saído das manchetes, mas para milhões de pessoas no mundo, seus efeitos ainda estão muito presentes no dia a dia. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o dia 15 de março como a data mundial para conscientização sobre a Covid Longa, reconhecendo que essa condição representa um desafio de saúde pública que precisa de atenção urgente.

O que é a Covid Longa?

Também conhecida como síndrome pós-Covid, a Covid Longa é uma condição crônica associada à infecção pelo SARS-CoV-2 que pode se desenvolver após a fase aguda da doença, podendo durar de três meses até anos. A síndrome envolve um a vários sintomas, que podem variar ao longo do tempo, e os pacientes também podem apresentar danos em alguns órgãos.

Ela pode afetar qualquer pessoa que teve Covid-19, independentemente de a infecção ter sido leve ou grave.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os cinco sintomas mais comuns da Covid Longa são: fadiga, mal-estar pós-esforço (piora ou surgimento de sintomas entre 24 e 72 horas após esforço físico ou cognitivo), dor nas articulações, alterações no sono e comprometimento cognitivo.

Além desses, pesquisa da Fiocruz identificou mais de 50 manifestações clínicas associadas à Covid Longa — não apenas respiratórias, mas também cardiovasculares, neurológicas e de saúde mental. Entre os sintomas mais relatados pelos participantes estavam ansiedade (80%), perda de memória (78%) e dor generalizada (77%).

Quem é mais afetado?

A proporção de Covid Longa é maior entre pessoas do sexo feminino (88%) do que entre os do sexo masculino (52%), e maior entre os não vacinados (72,5%) em comparação com os vacinados (59%). Isso reforça a importância da vacinação mesmo para a proteção contra sequelas de longo prazo.

Um problema invisível nos serviços de saúde

Contraditoriamente, a síndrome permanece invisibilizada nos serviços de saúde, misturando-se a outras demandas, indicando que os pacientes não conseguem obter os cuidados necessários e que os serviços de saúde não estão preparados para cuidar deles.

Pesquisas apontaram que quase metade das pessoas que relataram precisar de uma clínica pós-Covid ou de serviço de reabilitação não teve acesso a eles (47,7%).

Consciência é o primeiro passo para o cuidado

Neste 15 de março, o compromisso é ampliar o debate sobre a Covid Longa, garantir diagnóstico e tratamento adequados e fortalecer as políticas públicas para quem ainda convive com as consequências de uma pandemia que, para muitos, ainda não terminou.