Uma data escolhida em homenagem ao nascimento de Vincent van Gogh — artista que viveu com o transtorno e deixou para o mundo uma das obras mais expressivas da história da arte.
O que é o Transtorno Bipolar?
O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma condição de saúde mental caracterizada por oscilações intensas de humor que vão muito além das variações emocionais do dia a dia. A pessoa alterna entre episódios de mania ou hipomania — marcados por euforia, energia elevada e impulsividade — e episódios de depressão — com tristeza profunda, fadiga e perda de interesse pelas atividades.
Esses ciclos podem durar dias, semanas ou meses e, quando não tratados, afetam significativamente a vida profissional, os relacionamentos e a qualidade de vida de quem convive com o transtorno.
Números que precisamos conhecer
- O transtorno bipolar afeta cerca de 2% a 3% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)
- No Brasil, estima-se que 3 milhões de pessoas vivam com o diagnóstico
- É uma das condições de saúde mental que mais causa incapacidade funcional no mundo
- O diagnóstico tardio é um dos maiores desafios: em média, leva-se entre 8 e 10 anos para que a pessoa receba o diagnóstico correto
- O risco de suicídio entre pessoas com TAB é significativamente maior do que na população geral — o que reforça a urgência do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo
Tipos de Transtorno Bipolar
O TAB não se apresenta de forma única. Os principais tipos são:
- Tipo I: presença de almenos um episódio maníaco grave, que pode ou não ser acompanhado de episódios depressivos
- Tipo II: episódios hipomaníacos (mania mais leve) alternados com episódios depressivos — frequentemente subdiagnosticado
- Ciclotimia: variações de humor mais brandas, porém persistentes, que duram pelo menos dois anos
- Outros tipos especificados: episódios que não se encaixam completamente nos critérios anteriores, mas ainda causam impacto significativo
Tratamento: é possível ter qualidade de vida
O transtorno bipolar não tem cura, mas tem tratamento eficaz. Com acompanhamento adequado, a maioria das pessoas consegue estabilizar o humor e manter uma vida plena e produtiva. O tratamento geralmente combina:
- Medicamentos estabilizadores de humor (como lítio, valproato e outros), antipsicóticos e, quando indicado, antidepressivos
- Psicoterapia — especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a psicoeducação
- Regularidade de sono e rotina — fundamental para a estabilização dos episódios
- Suporte familiar e social — redes de apoio fazem diferença real na adesão ao tratamento
Todo esse cuidado está disponível gratuitamente pelo SUS, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), nas UBS e nos ambulatórios de saúde mental.