esclerose multipla

Dia Mundial da Esclerose Múltipla

Todo dia 30 de maio, o mundo se ilumina de laranja para lembrar das mais de 2,8 milhões de pessoas que vivem com esclerose múltipla (EM) no planeta. No Brasil, estima-se que cerca de 40 mil pessoas convivam com a doença, em sua maioria mulheres jovens, diagnosticadas entre os 20 e 40 anos, uma fase de plena construção pessoal e profissional.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune. Acontece quando o próprio sistema de defesa do corpo ataca a mielina, a camada que protege os nervos e permite que o cérebro envie sinais elétricos para o resto do organismo. Sem essa proteção, surgem sintomas que variam muito de pessoa para pessoa: fadiga intensa, visão embaçada ou dupla, formigamentos, problemas de equilíbrio e coordenação, dificuldades na fala ou na deglutição e fraqueza muscular. Como os primeiros sinais costumam ser sutis e passageiros, é comum que o diagnóstico demore anos.

A campanha global do triênio 2024–2026, coordenada pela Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF), tem como tema “Meu Diagnóstico de EM”, sob o lema “Navegando juntos pela EM”. A proposta é dar visibilidade à jornada até o diagnóstico correto, e cobrar mais formação dos profissionais de saúde, mais pesquisa e mais acolhimento para quem recebe a notícia.

A esclerose múltipla ainda não tem cura, mas tem tratamento e ele faz toda a diferença. O SUS oferece medicamentos modificadores da doença, que reduzem os surtos e desaceleram a progressão das lesões. Aliada a isso, a neurorreabilitação, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e apoio psicológico, é parte fundamental do cuidado e melhora significativamente a qualidade de vida.

Falar sobre esclerose múltipla é abrir caminho para o diagnóstico precoce, derrubar preconceitos e acolher quem convive com a doença. EM não é doença mental, não é contagiosa e não impede ninguém de trabalhar, amar e construir uma vida plena.

Neste 30 de maio, ilumine-se de laranja. Informação salva vidas.