Em 17 de maio é celebrado o Dia Mundial da Hipertensão Arterial, data dedicada a chamar a atenção para uma das doenças crônicas mais comuns — e mais silenciosas — do planeta. Aqui no Brasil, a Sociedade Brasileira de Hipertensão organiza a campanha “Menos Pressão 2026: Controlando Juntos a Hipertensão”, reforçando a importância do rastreamento e da adoção de hábitos saudáveis.
A hipertensão acontece quando a pressão arterial se mantém persistentemente acima de 140 por 90, o famoso “14 por 9”. O problema é que, na maior parte do tempo, ela não dá sinais: a pessoa pode conviver com a pressão alta durante anos sem perceber, enquanto a doença vai sobrecarregando o coração, os vasos sanguíneos, os rins e o cérebro. Por isso ela é chamada de “inimiga silenciosa”.
Os números mostram o tamanho do desafio. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 38 milhões de brasileiros têm hipertensão, o que corresponde a cerca de 3 em cada 10 adultos no país. No mundo, são 1,28 bilhão de pessoas — e a Organização Mundial da Saúde estima que quase metade delas sequer sabe que vive com a doença. A hipertensão está por trás de 40% dos infartos, 80% dos AVCs e 25% dos casos de doença renal crônica.
A boa notícia é que dá para prevenir e controlar. Reduzir o sal nas refeições, manter o peso em dia, praticar atividade física com regularidade, dormir bem, evitar o cigarro e moderar o álcool são medidas que fazem diferença real nos números da pressão. Para quem já tem o diagnóstico, o tratamento contínuo, com acompanhamento médico e uso correto da medicação, transforma a expectativa e a qualidade de vida.